Chegou a hora

Ainda parece um pouco de sonho ou brincadeira, mas o grande dia finalmente chegou! As malas estão prontas e a papelada está toda resolvida. Não há mais nada pendente, talvez só um pouco de nervosismo. Mas também não há mais tempo para pensar muito no que vem pela frente. Afinal, faltam menos de duas horas para eu sair de casa em direção ao aeroporto, ou melhor, ao Velho Mundo.

O voo sai do Recife às 22h45 e deve chegar a Lisboa às 9h20. São sete horas e meia de viagem mais quatro horas de fuso horário. Pelo visto, vai ser uma noite bem curta, mas espero conseguir dormir o máximo possível, porque isso é o que eu menos tenho feito nos últimos dias. Aliás, tanta coisa aconteceu que minha última semana no Recife passou num piscar de olhos.

Boa parte disso tudo poderia ter sido dito aqui. Até pensei em alguns posts legais, mas acabei aproveitando esse tempo para fazer outras coisas. Às vezes, eram os últimos preparativos da viagem mesmo – visto, mala, VTM, etc. Mas, em muitas outras horas, estava aproveitando as pessoas e os lugares queridos que Recife guarda para mim.

Peço desculpas pelo sumiço virtual e prometo que vou tentar escrever um pouco sobre esses preparativos básicos nos próximos dias para contar meus dramas e tentar ajudar quem também tem vontade de estudar em Portugal (te espero lá, Carlinha! hehe).

Acho que meu tempo para escrever também acabou. Vou me arrumar para sair de casa. Pretendo chegar ao aeroporto pouco depois das 20h, para fazer o chek in com calma e “aproveitar” as últimas despedidas – também não aguento mais ficar em casa esperando, então me sentirei mais útil no meio dos viajantes.

E o mimimi das despedidas oficiais vai ficar para outro post, porque nesse ritual que se arrastou na última semana inteira eu comecei a descobrir as coisas que o intercâmbio vai mostrar de mim mesma. Mando mais notícias em breve, direto do solo luso!

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O até logo extraoficial

Ou: A festa de despedida

Como o post anterior, este também está atrasado. Talvez seja a proximidade da viagem tirando minhas palavras, ou só preguiça mesmo. Mas, mais uma vez, não sabia o que dizer desse momento: a despedida. Ou melhor, o até logo.

Despedida extraoficial, é bom ressaltar, porque foi dez dias antes da viagem. Como sabia que ainda tinha algumas pendências para resolver nesta última semana e seria um pouco improvável encontrar todos os amigos nesses dias, aproveitei para fazer uma festinha no domingo.

Chamei familiares, amigos e companheiros de trabalho e preparei (organizei as compras, na verdade) uma bela feijoada para dar o até logo no melhor estilo brasileiro. Cerveja, brega e pagode também não ficaram de fora.

A festa começou cedo, aos poucos a galera foi chegando e quando percebi já estava rodeada de queridos. Foi uma tarde massa, cheia de risadas e abraços gostosos, que com certeza farão falta nos próximos meses. Mas uma falta boa, que vai me deixar feliz de voltar para o Brasil em agosto.

Enfim, só queria agradecer a todos que fizeram o esforço de ir me ver, mesmo com o endereço errado (desculpem, não foi por mal!). É verdade que muitos eu já revi ou ainda vou rever antes de terça-feira. Mesmo assim, foi massa ver vocês nesse momento simbólico. Ah, e quem não pôde ir também está guardadinho aqui no meu coração. Vou ficar com saudade de todos, mas quero estar sempre por perto virtualmente. Jajá eu volto e quero todos esses abraços de novo!

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Em tempo, a quatro dias da viagem, a ficha finalmente caiu e já estou olhando a cidade e as pessoas de outro jeito.  Hoje fui a Olinda e parei para observar mais demoradamente cada uma daquelas casas lindas que adoro e que só vou rever em agosto. No caminho, foi a mesma coisa, até com a padaria de todos os dias.

Com as pessoas não é diferente. Aliás, é mais forte. Cada encontro e cada abraço ganhou um gostinho especial. Estou adorando tudo, mesmo com o coração ficando apertado de vez em quando, e quero ver todos que puder nesse final de semana. Então, preparem-se para me aguentar querendo mimo nos próximos dias! Mas relevem, é só saudade antecipada. 🙂

Uma pausa na vida de repórter

Demorei um bocado para escrever esse texto e ainda não sei muito bem o que dizer, mas não podia deixar de registrar a despedida do estágio. Nos últimos 14 meses, boa parte dos meus dias se passou na redação do Jornal do Commercio. Passou rápido, é verdade. Mas ao mesmo tempo trouxe tanto aprendizado, tanta coisa para contar e tanta gente querida que parece muito mais.

Ir para a redação sem saber o que me ocuparia nas próximas horas, conhecer uma história nova e trabalhar para contá-la da melhor forma possível virou um hábito. No começo era na bancada do online, depois foi na equipe de Cidades. Mas as despedidas do intercâmbio também chegaram por aqui e agora esse costume vai ter que ficar guardado por pelo menos seis meses. Quer dizer, só oficialmente, porque algumas histórias podem continuar sendo contadas por aqui, afinal, jornalista que é jornalista nunca deixa de arruar e escrever.

Minha última matéria foi publicada ontem, mas meu último dia no jornal foi na mesmo sexta-feira. Como acontece em qualquer despedida, o coração ficou pequeno na hora de dar tchau aos companheiros de batente que viraram amigos. Adiei a saída pelo tempo que foi possível. Escrevi a matéria com mais calma que o normal, passei mais tempo no café, orientei a amiga que ficou no meu lugar e finalmente sai. Antes, abracei todos que me ajudaram a aprender a ser jornalista. Poderia dizer muita coisa a cada um dos editores, repórteres, fotógrafos e designers, mas a verdade é que só pude agradecer pelo tempo e pelas pautas que dividimos.

Continuo sem saber como expressar muito bem minha admiração e gratidão, mas quero dizer que todos são incríveis e me ensinaram mais coisa do que eu poderia imaginar. Foi massa passar esse tempo com vocês, conversar, tomar café e trabalhar também. Não é novidade para ninguém que vida de jornalista não é fácil, mas a verdade é que vou sentir falta de tudo isso, talvez até das pautas complicadas que me prendiam o dia inteiro no jornal. Mas quero acreditar que foi só um até logo.

Um até logo para as pessoas e também para a rotina de repórter que me fez conhecer muita gente e ouvir muita história. Gente como Paulinho, que catava latas no Canal do Arruda; Dona Tiene, que sofria com a ideia de perder a casa em que morava há mais de 20 anos no Coque; e Denise, que passou dez dias com o braço quebrado esperando uma cirurgia. Também conheci Galo de Souza, Dona Mira e seus saquinhos de São Cosme e Damião, o pessoal do Bike Anjos e muita gente boa que ama o próximo e sua cidade. Nessas andanças, sai do Recife e passei por Olinda, Jaboatão, Paulista, Itapissuma, Cabo e Moreno. Até dentro do próprio Recife conheci muitos lugares que só tinha ouvido falar.

Cada dia era uma descoberta nova e cada descoberta me fez um pouco mais humana, mais cidadã e também mais preparada para encarar os desafios que vêm pela frente, no Além Mar e por aqui também. Obrigada por tudo, JC! Quem sabe um dia eu volte a usar esse crachá, que, como disse no Facebook, tem o nome errado e a foto feia, mas vai fazer uma falta danada.

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15 dias, mil obrigações

A duas semanas da viagem, parece que minha lista de tarefas não diminui. Documentos, vacinas, mala, dinheiro, faculdade, quarto. Tudo ainda tem algum detalhe em aberto. E, por mais que eu me esforce, as pendências não chegam ao fim. Muitos dirão que é mal de brasileiro deixar tudo para a última hora. Não nego minha parcela de culpa, mas a verdade é que fazer intercâmbio requer muita preparação e nem tudo depende só de mim.

Uma das maiores dificuldades tem sido encontrar um quarto para morar (é, ainda não tenho teto em Coimbra). Tenho dedicado pelo menos uma hora do meu dia ao OLX e seus já familiares anúncios de “quartos para arrendar”. Entrei em contato com diversas senhorias – como os portugueses chamam os donos das casas que têm cômodos alugados a estudantes. Mas, sempre que estou perto de fechar negócio, alguma coisa dá errado. É a própria senhoria que some, é a distância da universidade, é o aluguel que aumenta. Confesso que estou um pouco nervosa com a ideia de viajar sem ter onde ficar, mas espero que dessa vez realmente me deem boas respostas e que até o fim da semana eu consiga resolver isso.

Este, aliás, também é meu prazo (imaginário) para esperar o visto chegar. Depois de achar que o documento não ficaria pronto a tempo, finalmente tive o pedido aprovado na semana passada. Agora, é só esperar ele chegar ao Recife. A promessa é de que um novo malote de encomendas de Salvador vá para os Correios amanhã. Então, se tudo der certo, meu prazo será cumprido. Estou torcendo! Depois, ainda tenho que fazer o VTM (sim, resolvi encarar o IOF de 6,38%, mas explico isso depois) e tirar a carteira de vacinação internacional. Ainda bem que essas obrigações são fáceis de resolver. Qualquer dia, quando sobrar tempo, vou lá e faço. Mas o motivo da procrastinação é justamente esse: tempo.

A quinze dias da viagem, gostaria de estar focada nesses preparativos, mas a verdade é que a faculdade ainda tem me aperreado um bocado. Como o calendário acadêmico da UFPE está desregulado por causa da greve de professores de 2012, ainda estamos no meio do período, mesmo em pleno janeiro. Nossas férias só começam no final de fevereiro, então perderei algumas semanas de aula por causa da viagem. Para não perder todo o semestre, conversei com os professores e vou entregar todos os trabalhos finais antecipadamente. Depois, é só torcer para eles lembrarem da promessa e não me encherem de falta quando eu estiver em Portugal.

Como quero deixar a próxima semana inteira para resolver os últimos detalhes da viagem e tentar relaxar um pouco, porque também sou filha de Deus, estabeleci como meta desta semana terminar todos os trabalhos da faculdade. Depois de adiantar um bocado de coisa nos últimos dias, hoje fiz um fichamento, organizei um ensaio e preparei um relatório. Mesmo assim, ainda tenho que escrever uma matéria, uma crítica, fazer outro ensaio e mais um relatório. É coisa que não acaba mais, mas eu espero que as horas dessa semana passem bem devagar e eu consiga terminar tudo.

Cansei só de lembrar dessas pendências, mas não precisa mandar eu parar de escrever aqui e voltar a estudar. Sei que preciso fazer isso, mas a verdade é que agora deveria estar dormindo. São duas horas da manhã, só que as duas xícaras de café e as dezenas de páginas que folheei nas últimas horas levaram meu sono embora. Agora estou aqui, relembrando todas essas obrigações, aceitando a ideia de que amanhã não vou acordar cedo para ir à academia e torcendo para os próximos dois dias terem 48 horas para que eu tenha tempo de riscar todos os itens relativos à faculdade dessa lista de tarefas assustadora.

Mas, deixamos as mil obrigações para lá, e continuemos a contagem regressiva! 15 dias…

Portugal por quê?

Muita gente tem me perguntado por que escolhi Portugal como destino de intercâmbio. Numa das várias tentativas de explicação, me dei conta de que a paixão pelas terras lusas é bem mais recente do que se possa imaginar. Então, resolvi organizar (ou tentar) essas razões escrevendo. Antes de tudo, preciso confessar que esse não era meu destino preferido um ano atrás.

Na verdade, nem cogitava estudar em Portugal. Sempre quis morar fora, mas este país me parecia mais um local de passeio que de moradia. Talvez porque meus planos originais eram viajar para aprender outras línguas, depois é que viria um intercâmbio acadêmico. Mas um acaso maravilhoso me deu a oportunidade de cursar um período da faculdade lá e inverter essa ordem. Hoje, oito meses depois de receber a notícia da aprovação, não tenho dúvidas de que vai ser massa morar nas simpáticas residências portuguesas (que têm varandinhas lindas) e andar pelas ladeiras de Coimbra por meses.

Tudo começou quando o Santander Universidade abriu mais um edital de bolsas de mobilidade estudantil para graduação. No ano anterior ao que concorri (2012), havia vagas para Portugal e Espanha. Sabendo da oportunidade, pretendia tentar a sorte para a Espanha. Mas, com o novo edital, veio a notícia de que desta vez os estudantes da minha faculdade (Universidade Federal de Pernambuco) só poderiam ir para Portugal. Admito que fiquei um pouco desapontada no início, mas lembrei que a experiência seria igualmente enriquecedora, fui lá e me inscrevi do mesmo jeito.

Depois de alguns meses de espera (e apreensão), saiu a lista dos aprovados. E, mais uma surpresa, lá estava eu entre as selecionadas! Fiquei tão feliz que nem lembrei mais da minha primeira opção hehe. Passada a empolgação inicial, pesquisei por horas as cidades e as universidades em que eu poderia estudar. E a verdade é que bastaram alguns cliques para que eu me afeiçoasse ao clima luso. As ruas estreitas, os sobrados coloridos e o bonde antigo, além dos relatos empolgados de outros intercambistas, foram o suficiente para achar bastante agradável a ideia de viver em alguma cidadezinha portuguesa.

No início, minhas opções de estudo eram a Universidade de Coimbra, a Universidade do Porto e a Universidade Nova de Lisboa. Encantada com cada detalhe de cada cidade, sofri para escolher a primeira opção. Mesmo com o charme marítimo de Porto e a imponência da capital, optei por Coimbra, ao norte. Uma cidade pequena que abriga a faculdade mais antiga da Europa e estudantes de todos os cantos do mundo.

Para mim, a atmosfera tradicional dos uniformes e prédios antigos misturada ao clima jovem dos universitários dá um charme todo especial à Coimbra. Para tirar a dúvida, ouvi relatos (maravilhosos, por sinal) de outros estudantes que já haviam passado por lá e até hoje são apaixonados pela cidade. Para completar, vi algumas amigas deixarem o Recife para estudar na cidade e não pararem de postar fotos incríveis. Curiosa que sou, vi cada uma das fotografias. Com o tempo, a curiosidade virou encanto e depois paixão. Hoje, a três semanas da viagem, não paro de ver coisas relacionados ao mundo luso, imaginar como será viver em Coimbra e planejar viagens ao redor de Portugal (e também da Europa).

Por fim, só tenho uma coisa a dizer: Obrigada, Santander, por me levar a Portugal! haha

A lista de selecionados no programa de bolsa luso-brasileiras do Santander na UFPE em 2013

A lista de selecionados no programa de bolsa luso-brasileiras do Santander na UFPE em 2013

Quem não conhece o programa Santander Universidade pode saber um pouco mais aqui. Basicamente, é um sistema que oferece bolsas de mobilidade estudantil para as faculdades conveniadas ao banco. Ou seja, bolsas de graduação-sanduíche. Há oportunidades para países como Espanha, México, Chile e, claro, Portugal. Todos os anos são abertos novos editais e os alunos concorrem apenas com a sua média acadêmica. Normalmente, são dez bolsas em cada chamada. Dessas, três são para aqueles que têm direito a auxílio social e incluem passagem de avião. As restantes concedem a matrícula da universidade e uma quantia para você se manter no país de destino durante o semestre em que estiver estudante fora.

Esta segunda opção foi o meu caso. No ano passado, quando fui selecionada pelo programa, recebi cerca de 3 mil euros. Hoje esse valor já é um pouco menor por causa da variação na cotação. Mesmo assim, acredito (torço mais, na verdade) que dá para viver por lá. Mas, como não serei tão econômica e vou aproveitar esse tempo para conhecer outros países, também estou levando uma graninha extra. De todo jeito, acho que o programa é um incentivo massa para quem quer estudar fora e precisa de uma força financeira.

Que venha 2014!

Sempre gostei de reveillón. Para mim, é um tanto mágico o momento de contar os últimos segundos do ano velho e receber o ano novo, seja olhando os fogos no céu, pulando as sete ondas ou abraçando os entes queridos. Mas, em todo ritual que se preze, também há uma pausa lembrar o que se viveu nos últimos meses, fazer planos e promessas para os próximos 365  dias.

É como uma prece baixinha. Um instante de reflexão e esperança. Esperança de que o ano novo será ainda melhor que o anterior. Afinal, no dia 31 de dezembro, fechamos um ciclo para começar outro. E uma coisa é certa: o novo é sempre cheio de surpresas.

Ontem, à meia-noite, vivemos mais um desses momentos. Estava tudo como o combinado, mas muito antes de contar os segundos para 2014, percebi que este reveillón era um tanto mais significativo que os outros já vividos. Foi a hora de dar adeus a um ciclo maravilhoso e começar outro que tem tudo para ser um dos melhores da minha vida. Afinal, este é o ano do meu intercâmbio, um sonho antigo que finalmente vai virar realidade.

A lembrança martelou na minha mente durante a noite inteira. Permeou todos os pedidos e promessas para o ano novo. E parecia até que estava sorrindo para mim nos fogos verdes e vermelhos (cores de Portugal) que enfeitavam o céu. Com a viagem já batendo na porta (agora faltam só 27 dias), a ansiedade só fez crescer com o virar do ano. Mesmo assim, não pude deixar de pensar em todos os presentes que o ano passado trouxe para mim.

2013 foi um ano maravilhoso em todos os sentidos. Aprendi muito, vivi muito, sonhei muito. Aprendi a amar cada vez mais. E pude amar um bocado. A família, os amigos de longa data, os que conquistaram espaço definitivo no coração nos últimos meses e até aqueles que entraram na minha vida agora mas já ganharam um tanto de afeto. São tantas pessoas incríveis que só posso agradecer os abraços, sorrisos e conversas que fizeram de 2013 um ano cheio de momentos inesquecíveis.

No lado profissional, também foi um tempo de conquistas. Depois de anos sonhando com a rotina da redação, aprendi um bocado com profissionais maravilhosos e finalmente senti o gosto da vida de repórter. No começo, era ali mesmo na redação, escrevendo para o online. Depois de alguns meses, parti para outro desafio: o jornal impresso.

A nova rotina me ensinou a amar ainda mais a profissão que escolhi. Também me mostrou cantos antes desconhecidos da minha própria cidade e as histórias de um bocado de gente. Gente nova, velha, alegre ou sofrida que me ensinou muito com cada conversa. Era tanta coisa para contar que às vezes até achei que podia fazer algo para ajudar algumas dessas pessoas. Qualquer pequena recompensa que fosse, era como um presente.

Parece que tudo isso chegou na minha vida ontem, mesmo já sendo tão parte de mim. E, para aumentar a loucura, tudo será apenas uma lembrança assim que eu partir em busca de novas aventuras do outro lado do oceano. Em menos de um mês, estarei encarando uma vida nova, com pessoas que não imagino nem os nomes, em desconhecidas terras lusas. É o começo de uma experiência incrível, que vai fazer o ano novo voar e nunca ser esquecido. É claro que dar um “até logo” a todos os queridos do Recife vai dar um aperto no coração, mas eu já não aguento mais esperar pelo novo que se esconde no Velho Mundo. Então, que o ano novo mostre logo pra quê veio e traga muita coisa boa pra todo mundo. E que venha 2014!

Que tal, Portugal?

Que tal, Portugal? O país de Pedro Álvares de Cabral, dos Lusíadas, do fado, do vinho do Porto, do bacalhau, da universidade mais antiga da Europa. É, acho que é um bom local para passar seis meses. E é isso mesmo que vou fazer, daqui a exatamente 30 dias. Sim, deixo o Recife no dia 28 de janeiro em busca de novas aventuras pelo Velho Mundo. Vou morar e estudar em Coimbra, mas pretendo trazer na mala (mais na memória, para falar a verdade) lembranças de muitos outros cantos portugueses e europeus, talvez até africanos (que tal Marrocos?).

Nesse tempo, também vou conhecer um monte de gente nova e sentir um bocado de saudade de quem ficou por aqui (espero que a recíproca seja verdadeira haha). Por isso, a exatamente um mês da tão esperada viagem, decidi criar este blog para contar minhas andanças para vocês – amigos e familiares. Confesso que antes não levava a sério a ideia de manter um blog pessoal, porque acho difícil escrever sobre mim e fazer tantos posts quantos são necessários para deixar a página interessante e movimentada. Mas agora acho que terei assunto e fôlego suficiente para fazer isso funcionar.

Embora queira gastar pouco tempo na frente do computador, porque pretendo mesmo é aproveitar o Além-Mar, vou me esforçar para manter tudo atualizado. Então, se o tempo e disposição deixarem, teremos posts sobre tudo: faculdade, amigos, cidades, viagens e comida – deve vir um pouco de mimimi também porque no fundo todo mundo gosta de um pouquinho de drama. Só não garanto textos maravilhosos, perdoem-me. Como sou apressada e lancei o blog hoje, um mês antes da viagem, também vou falar um pouco dos preparativos finais (estratégia para compartilhar a ansiedade com vocês hehe).

Então, acho que é isso. Aguardem as notícias do meu giro pelo Velho Mundo – que será giro, como diriam os portugueses. Espero que vocês se divirtam com o blog, aguentem a enxurrada de atualizações nas redes sociais e continuem “pertinho” de mim. Nos vemos em breve e comecem a contar comigo, afinal foi oficialmente aberta a contagem regressiva para Portugal! 30 dias…

Ah, para quem não me conhece, prazer, Marina Barbosa! Tenho 20 anos, moro no Recife, estudo jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco e costumava estagiar na editoria de Cidades do Jornal do Commercio. Gosto de um bocado de coisa, como livros, viagens, filmes e gordices, acho que vocês vão descobrir um pouco de mim por aqui. Fiquem à vontade!

PS.: Esse layout ainda tá bem verdinho, vou tentar ajeitar e deixar um pouco mais bonito, prometo!

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