Turistando em Lisboa

Ir de Almada a Lisboa é bem fácil. É só pegar um barco no cais de Cachilas e descer na primeira parada, o Cais Sodré, uns sete minutos depois. Como está inverno, o barco é fechado e só dá para aproveitar um pouco da vista pela janela. Mas já soube que no verão o barco é aberto, então você pode ficar do lado de fora vendo Lisboa se aproximar.

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O barco que vai de Almada a Lisboa

O Cais Sodré fica no centro de Lisboa e é bem próximo do Terreiro do Paço, meu primeiro destino. Conhecido também como Praça do Comércio, o terreiro tem a forma de um quadrado enorme, com uma estátua no meio. Ele é rodeado por prédios amarelos que parecem vivendas na parte de cima, mas têm arcos na parte de baixo. No térreo, há vários cafés, inclusive o famoso Martinho da Arcada, que servia de reduto para Fernando Pessoa.

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Praça do Comércio

O terreiro acaba em uma entrada para o rio Tejo, de onde se tem uma vista linda de Lisboa. O local é cheio de turistas e músicos de rua, facilmente encontráveis nos lugares mais movimentados daqui. A música, o vento e vista fazem dali um lugar massa para passar alguns minutos curtindo a vista.

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Vista do terreiro do Paço

Quando o frio chegou, fui para a agitada Rua Augusta e subi a ladeira que dá no Castelo de São Jorge. Achei o caminho com a ajuda de um português simpático que andou uns dez minutos comigo porque estava adiantado para seu compromisso e não tinha o que fazer. Ele me deixou na metade da ladeira, na Catedral da Sé, que foi construída no século XXII no estilo românico. Na frente dela, vi o primeiro mendigo daqui, que estava pedindo moedas ao lado de um pintor que tentava copiar a vista da rua que fica em frente à catedral. Perto dali, encontrei a Igreja de Santo Antônio e continuei subindo em direção ao castelo.

A Catedral da Sé

A Catedral da Sé

Antes de chegar lá, me deparei com outro lugar lindo: um miradouro cujo nome me fugiu à memória. É uma espécie de varanda para Lisboa, com alguns músicos e cafés na entrada. Mais uma vez, encontrei uma vista surpreendente da cidade. Na verdade, a mais bonita até agora, porque dá para ver as casinhas de perto e ao longe os prédios maiores. No fim da ladeira, encontrei outro músico de rua, desta vez vindo de Guiné Bissau. Ele me viu tirando foto e perguntou de onde era, gostou de mim e me deu uma pusseira de presente, bem bonita e que ainda não tirei do braço.

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Castelo de São Jorge

Depois disso, achei o tal Castelo de São Jorge. A entrada custa oito euros, mas paguei quatro porque tenho a carteira de estudante internacional. Achei um pouco caro (sou pirangueira mesmo, bgs), mas valeu a pena. Logo na entrada, dá para ver boa parte de Lisboa e descansar da subida em um pátio bem bonito. Também é possível caminhar pelo interior do castelo e subir para suas ameias, ainda há até alguns canhões por lá. Andei tudo sozinha, mas de meia em meia hora saem passeios guiados de dentro do castelo. Na descida, fui para o outro lado do pátio, onde há um restaurante, uns pavões e um museu arqueológico, que conta com utensílios feitos pelos povos que viveram naquele local desde a Idade da Pedra.

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O pátio do castelo

Por dentro do castelo

Por dentro do castelo

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No café do castelo olhando Lisboa

Passei umas duas horas no castelo e voltei à Praça do Comércio, de onde segui para o Rossio. O Rossio é um bairro que tem uma estação de metro linda e umas praças bem legais, como a Martim Moniz e a que abriga o Monumento aos Restauradores. No caminho de volta ao Cais Sodré, encontrei por acaso o Elevador de Santa Justa, que foi construído em ferro por um discípulo de Gustave Eiffel em 1902. Ainda dá para subir no elevador de 45 metros e apreciar a vista, mas é preciso pagar cinco euros. Não subi hehe.

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Praça do Rossio

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Elevador de Santa Justa

Continuei andando por uma avenida cheia de lojas até que escutei o som do fado. Sai procurando uma cantora perdida por ai e encontrei um carro antigo tocando o ritmo português com um senhor no seu interior vendendo cd’s. No fim disso tudo, cheguei ao cais, conheci a Pingo Doce e suas gordices e voltei para Almada.

Ah, detalhe, visitei todos esses lugares andando. Alguns são um pouco mais longe, mas dá para ir caminhandi tranquilamente se você tiver com vontade de conhecer a cidade de perto. Já os portugueses parecem achar isso um absurdo. Sempre que perguntava onde ficava alguma coisa, eles diziam que era longe para ir a pé. Mesmo preguiçosos, foram legais e mostraram o caminho certinho.

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